1. Fontes e atualização
O site consome arquivos e APIs de órgãos públicos: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Câmara dos Deputados, Senado Federal, Portal da Transparência e IBGE. Cada conjunto tem um prazo de atualização e uma data de extração exibidos em Fontes e metodologia.
Os arquivos grandes do TSE são baixados e processados no servidor. O navegador nunca recebe o arquivo bruto: recebe apenas os valores agregados e as tabelas da ficha.
2. Somas e unidades
Valores monetários são convertidos para centavos antes de qualquer soma, para evitar erro de ponto flutuante. A exibição usa o formato brasileiro, com R$, ponto de milhar e vírgula decimal. Os cards usam uma versão resumida; o valor completo aparece na tabela ou no atributo de acessibilidade.
Cada número é a soma direta de lançamentos oficiais. Não há estimativa, projeção, imputação de valor ausente ou pontuação criada pelo site. Quando uma fonte não informa o dado, a ficha mostra “não informado” ou um estado vazio — nunca zero por conveniência.
3. Receitas e despesas de campanha
As receitas vêm do arquivo de prestação de contas de candidatos e são agrupadas pela origem e pela fonte declaradas. O “dinheiro do partido” reúne as receitas classificadas como recursos de partido político; fundo partidário e FEFC aparecem destacados quando a fonte os identifica separadamente.
As despesas pagas e contratadas vêm de arquivos distintos. O arquivo de despesas pagas não traz o nome do fornecedor; o vínculo é feito pelo identificador da despesa (SQ_DESPESA) com o arquivo de despesas contratadas. Quando o vínculo não existe, o pagamento é atribuído ao total da candidatura, mas não a um fornecedor nominal.
A prestação de contas pode ser parcial ou final. A ficha mostra o tipo e a data informados no lançamento mais recente disponível. Uma mudança posterior é capturada pelo Radar, com o valor antigo e o novo.
4. Patrimônio
Os bens são os declarados pelo próprio candidato ao TSE. A soma é nominal, na data do registro. A correção pelo IPCA e a evolução entre eleições entram na etapa de patrimônio, sempre com o índice do IBGE e a data-base explícitos. Valores corrigidos serão exibidos como leitura auxiliar, ao lado do valor original.
5. Cruzamento entre TSE e Congresso
Câmara: o vínculo é feito pelo CPF do deputado, que a API oficial expõe. O CPF é usado apenas no servidor, para o cruzamento, e não é exibido na ficha.
Senado: a API não expõe CPF. O vínculo é feito por nome completo normalizado + UF, e somente quando o par corresponde a exatamente um senador e a exatamente uma candidatura. Se houver mais de uma correspondência, o vínculo é recusado e a ficha não mostra a atuação parlamentar.
Emendas: o arquivo do Portal da Transparência não traz CPF nem UF do autor. O vínculo é feito por nome normalizado e só quando ele identifica um único parlamentar. Em caso de homônimo, a emenda não é atribuída ao perfil.
6. Ordem das listas e ausência de ranking
Toda listagem sai em ordem alfabética por nome de urna, salvo quando a própria tela informa outro critério — por exemplo, “ordenado por valor pago, do maior para o menor”. O site não calcula nota, índice de desempenho, probabilidade de eleição ou recomendação de voto.
7. O que ainda não conseguimos mostrar
- Assessores e funcionários de gabinete: não estão nas APIs oficiais consultadas.
- Notícias: não há API oficial; o site não agrega conteúdo de terceiros.
- Agenda eleitoral em formato aberto: o calendário é HTML; o site não inventa prazos.
- Atividade de assembleias estaduais e câmaras municipais: depende de API por casa.
- Alinhamento partidário no Senado: só quando a API permitir ver todos os votos da mesma votação.
8. Correções
Erros de normalização, soma ou vínculo são registrados publicamente em Correções. A fonte oficial prevalece sobre o site.